Por André Garcia
No último mês, a revista norte-americana Time elegeu o Pantanal como um dos 50 melhores destinos do mundo para se visitar em 2023. A publicação cita que o bioma é um labirinto de rios, pastagens e ilhas onde as pessoas e a vida selvagem prosperam. Morada de araras, tucanos e onças, ele pode ser acessado a partir de cidades como Poconé, Cáceres e Barão de Melgaço, no Mato Grosso.

Foto: Sedec-MT
Mas estes não são os únicos destinos deslumbrantes do nosso estado. Sua localização privilegiada, no centro da América do Sul, oferece rica biodiversidade e paisagens cinematográficas em outros dois ecossistemas: Amazônia e Cerrado.A isso somam-se elementos históricos, culturais e gastronômicos ainda a serem explorados.
Não à toa, 80 dos 141 municípios mato-grossenses figuram no Mapa do Turismo 2022/2024 no Brasil, elaborado pelo Ministério do Turismo (MTur). Distribuídas em 15 regiões diferentes, as opções não devem nada a atrações turísticas mais procuradas pelo país. Do turismo místico passando ao de bem-estar ao esportivo e aventureiro, elas surpreendem visitantes estrangeiros e até quem já vive aqui.
Então, se você está no time dos que acreditam que para conhecer lugares interessantes é preciso pegar um voo para fora do Estado, ou se ainda ainda não decidiu o que fazer neste feriadão de Páscoa, vale a pena conferir a lista de destinos que o Gigante 163 preparou, com alternativas para todos os gostos espalhadas pelos quatro cantos do Estado.
Barra do Garças
Serra do Roncador

Foto: José Medeiros/Sedec-MT
O Roncador é uma imensa cordilheira da era plutônica que se ergue como divisor de águas do Araguaia e do Xingu. Estende-se por cerca de 800 Km, aproximadamente, desde Barra do Garças até as proximidades da Serra do Cachimbo, no estado do Pará.
A fauna e a flora exuberante convivem harmoniosamente com cachoeiras, fendas e cavernas, sítios paleontológicos e arqueológicos, trilhas e bosques nativos.
O coronel britânico Percy H. Fawcett, que deu fama a Serra do Roncador como sendo um local místico e especial, revestido de profundos mistérios, organizou uma expedição à região em 1925, desaparecendo misteriosamente no local. Na serra há ainda disversos relatos de avistamentos ufológicos.
Cáceres
Rio Paraguai

Foto: Arquivo
O Rio Paraguai banha quatro países e nasce na Chapada dos Parecis em Mato Grosso. É o principal afluente do Pantanal, permitindo a navegação de embarcações de pequeno e médio porte.
Na orla, no centro da cidade, há uma grande variedade de bares e restaurantes com opções em patos típicos. A poucos metros dali também é possível a histórica Catedral de São Luiz de Cáceres.
A prática da pesca esportiva é bastante comum ao longo do seu percurso, podendo ser encontrado diversas espécies como: pintado, pacu, dourado, jau e piraputanga.
Campo Novo do Parecis
Salto Belo

Foto: Sedec-MT
Localizado em terra indígena, próximo as aldeias Sacre II e Bacaiuval, em um local de grande beleza cênica e vegetação preservada, o salto está situado a 74 Km do núcleo urbano e é formado pelas águas límpidas do rio Sacre, que despenca em queda livre de uma altura de 45 m e origina fortes corredeiras.
O lugar é um divisor natural entre Campo Novo do Parecis e Brasnorte, dispondo de condições favoráveis para a pratica de esportes de aventura, como o rapel.

Foto: MTur
Chapada dos Guimarães
Morro de São Jerônimo
O morro fica localizado na borda sul do Parque Nacional da Chapada dos Guimarães, com ampla vista de 360o, para toda a planície pantaneira, Morro do Quebra Gamela e paredões da Chapada.
É um dos pontos mais altos da região, com mais de 800 metros acima do nível do mar. Além disso, é um “morro testemunho”, como chamam os geólogos: uma formação que resistiu às intempéries do tempo e forma um maciço gigantesco, como se fosse uma ilha.
No alto do Morro de São Jerônimo é possível encontrar pequenas rochas bastante ricas de minério de ferro. Para quem gosta de caminhar na natureza, o trajeto ao local é um dos mais impressionantes.
Cuiabá
Museu de História Natural de Mato Grosso

Foto: Secel-MT
Instalado na Casa Dom Aquino, o Museu foi inaugurado em 7 de dezembro de 2006 e possui exposição permanente de arqueologia e paleontologia.
A exposição paleontológica apresenta fósseis de animais da região, organizados cronologicamente, representando a evolução biológica durante as eras geológicas. Dentre os fósseis, estão o do tatu (Pampatherium humboldti) e Preguiça gigante (Eremotherium Iaurillardi), dinossauros (saurópoda), e animais marinhos do período que Chapada dos Guimarães foi mar.
Dos 12 cômodos da casa, quatro utilizados para as exposições permanentes e o restante é distribuído em salas para realização de oficinas, escritórios e acervos. Possui anexo com cozinha, banheiros e área coberta para a realização de oficinas e uma área verde com árvores centenárias, orquidário, viveiro de mudas silvestres.
Nobres
Aquário Encantado

Foto: Rafaela Zanol/Gcom-MT
Situado a aproximadamente 10 Km da Vila de Bom Jardim, o local possui duas áreas de flutuação, com três nascentes de águas de cavernas, para observação de várias espécies de mais de 30 peixes, além de arraias e cobras. O ponto mais profundo do lago tem 6 metros.
O ambiente é uma área de transição de Cerrado e Amazônia e dispõe de estrutura para atendimento ao público, com receptivo e restaurante.
Vale destacar que, durante a flutuação não é permitido colocar os pés no chão para evitar que a água fique turva. Também não é permitido o uso de protetor solar, para que o produto não prejudique a fauna aquática.
Primavera do Leste
Lagoa Azul

Foto: Reprodução
A lagoa está localizada a aproximadamente 25 Km da sede da cidade. O lugar possui águas límpidas de tonalidade azulada e é indicado para contemplação de paisagem e prática de flutuação e conta com uma estrutura de receptivo.
Na região há agências especializadas que oferecem, além dos pacotes completos que incluem transporte, treinamento, equipamento, apoio de instrutores para o mergulho
Tangará da Serra
Cachoeira Salto das Nuvens (Balneário)

Foto: Reprodução
A cachoeira está situada nas proximidades da rodovia MT 358, a 25 Km de distância do centro de Tangará da Serra. Para quem vem de longe, a cidade oferece boas opções em hotéis, bares e restaurantes.
O salto é formado pelo rio Sepotuba, tendo logo após a queda uma praia natural de água doce. O local oferece estrutura de balneário, com restaurante, banheiros e espaços para descanso.
Vila Bela da Santíssima Trindade
Ruínas da Matriz

Foto: Sedec-MT
As Ruínas estão localizadas na antiga capital da província do Mato Grosso, situada no extremo oeste do Estado, às margens do Rio Guaporé.
A atração, tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) desde 1988, constitui um marco histórico da expansão colonial portuguesa. Mostram paredes em adobes de extraordinária espessura e alicerces com embasamento de cantaria em pedra canga.
A matriz nunca chegou a ser concluída, provavelmente, por ter sua construção iniciada no período da decadência de Vila Bela.
Canarana/Querência
Território Indígena do Xingú

Foto: Funai
O parque foi criado em 1961 pela luta dos irmãos Villas-Bôas em defesa dos índios e é considerado a maior e uma das mais famosas reservas do gênero no mundo.
Sua área é de aproximadamente 2.800.000 ha, numa zona de transição entre o Planalto Central e a Floresta Amazônica, abrigando mais de 5.500 índios de 14 etnias.
A região é cortada pelo rio Xingú e seus afluentes, que formam um imenso mosaico de preservação da natureza e da cultura indígena. Os municípios de Canarana e Querência são consideradas as principais entradas.
Aripuanã
Complexo de Cachoeiras de Dardanelos

Foto: Sedec-MT
Para chegar a Cachoeira Dardanelos é preciso percorrer um trilha suspensa curta, levemente dificultada por rochas da região. O percurso inclui desvios para outros atrativos como a Cachoeira da Fofoca e a Mesa de Pedra.
No fim do caminhos, o turista chega às quedas d’água Dardanelos. Além dos paredões, há ainda um pequeno mirante que proporciona a contemplação da queda d’água conhecida como Garganta do Diabo.
No total, a cachoeira Dardanelos tem 135 metros de queda desde as primeiras corredeiras até o leito do rio Aripuanã. Todo o percurso é de aproximadamente 506 metros da entrada da Usina Hidrelétrica Faxinal.
LEIA MAIS:
Livro Geoparque Chapada dos Guimarães fomenta desenvolvimento sustentável e turismo
Intercâmbio entre França e MT visa Desenvolvimento Sustentável
Justiça nega recurso da MT Par para assumir Parque da Chapada
Por que Mauro Mendes quer tanto construir hidrelétricas no Pantanal