HomeEcologia

Novo padrão climático semelhante ao El Niño é estudado por cientistas

Novo padrão climático semelhante ao El Niño é estudado por cientistasDescoberta pode trazer mais elementos sobre mudanças climáticas. Foto: Agência Brasil

Sob ameaça, rios voadores podem diminuir chuvas no Centro-Oeste
Mesmo com safra recorde, lucro do produtor rural foi menor, diz CNA
Fevereiro bateu recorde de calor, diz observatório climático

Cientistas identificaram um novo padrão climático no Oceano Pacífico Sul, semelhante ao El Niño, que pode influenciar significativamente o clima do Hemisfério Sul. Denominado “Onda Número 4 do Padrão Circumpolar do Hemisfério Sul” ou SST-W4, esse fenômeno climático inicia-se próximo à Nova Zelândia e à Austrália e apresenta o potencial de provocar mudanças  em larga escala. As informações foram publicadas na BBC Brasil.

A descoberta desse novo padrão foi descrita pelos pesquisadores como a identificação de um “novo ‘interruptor’ no clima da Terra”. Segundo a equipe internacional de pesquisadores que fez a descoberta, esse padrão será vital para entender as mudanças do clima nos próximos anos e, assim, prever melhor suas variações, especialmente no Hemisfério Sul.

O El Niño é conhecido por provocar mudanças significativas no clima global e ocorre, em média, a cada cinco anos pode ter ganhado um “irmão”: o Novo El Niño.

“Essa descoberta é como encontrar um novo interruptor no clima da Terra. Isso mostra que uma área relativamente pequena do oceano pode ter efeitos de longo alcance no clima global e nos padrões climáticos”, disse Balaji Senapati, pesquisador do Departamento de Meteorologia da Universidade de Reading, na Inglaterra, e principal autor do estudo.

O novo padrão climático, similar ao El Niño, no Pacífico Sul abre novas perspectivas para a compreensão das mudanças climáticas. Embora os cientistas ainda não tenham explorado em profundidade como esse novo fenômeno evoluirá, a pesquisa sugere que ele possa estar relacionado ao aumento das secas, das temperaturas e da frequência de eventos extremos na região.

Sua identificação ressalta a importância da interação entre o oceano e a atmosfera na modulação do clima e reforça a necessidade de estudos mais aprofundados para entender as complexas dinâmicas climáticas do Hemisfério Sul.

“Compreender esse novo sistema climático pode melhorar muito as previsões meteorológicas e climáticas, especialmente no Hemisfério Sul. E isso pode ajudar a explicar as mudanças climáticas que até agora têm sido um mistério e melhorar nossa capacidade de prever fenômenos meteorológicos e eventos climáticos extremos”, observou Balaji Senapati.