O Parlamento Europeu aprovou nesta quinta-feira, 14/11, o adiamento da lei antidesmatamento (EUDR). A medida, que visa combater o desmatamento ilegal e a produção de commodities oriundas de áreas desflorestadas, entrará em vigor a partir de 30 de dezembro de 2025 para médias e grandes empresas e em 30 de junho de 2026 para as de pequeno porte.
Originalmente, a lei entraria em vigor daqui a três meses. A medida incide sobre produtos das cadeias produtivas do café, soja, óleo de palma, madeira, couro, carne bovina, cacau e borracha. Estima-se que afetará 15% das exportações totais brasileiras e 34% das exportações brasileiras para a União Europeia.
No comunicado, o bloco afirma que a decisão foi tomada após pedidos dos principais setores que seriam afetados pela proposta — entre eles, o agronegócio brasileiro —, por não estarem preparados para implementar a regulamentação dentro do prazo estabelecido.
Visando o adiamento, o governo brasileiro e de outros países pressionaram os europeus cobrando mais clareza em relação a critérios, métricas, sistemas de aferição e outros pontos da legislação.